quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO DAS PUBLICAÇÕES

As nossas mais recentes publicações vão ser lançadas em simultâneo, em Lisboa, no Picoas Plaza, Rua do Viriato, nº 13, no próximo dia 14 de Dezembro, entre as 14.00 e as 17.00 horas.
As comunicações do Encontro "Cidadãs da Diáspora", a documentação do blogue "Mulher Migrante - Congresso on line" e "Os Problemas Sociais da Nova Imigração" serão apresentadas por autores dos textos, no contexto de um colóquio, que será encerrado pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Esta iniciativa enquadra-se no fecho das comemorações do 15º aniversário da Associação "Mulher Migrante", que tem o apoio da Câmara de Lisboa e abertura prevista para as 10.00, com a participação da Alta Comissária para a Imigração, da Presidente da Fundação Pro Dignitate, Doutora Maria Barroso e outras personalidades. Segue-se uma conferência proferida pela Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nova publicação: as cores da capa







Uma escolha a fazer, dentro das próximas 24 horas...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Drª Maria Manuela Aguiar O LUGAR DAS MULHERES NO MOVIMENTO ASSOCIATIVO DO ESTRANGEIRO

“Uma vez que a democracia está ferida de grandes injustiças e imperfeições, até na medida em que beneficia e valoriza ainda na modelo masculino de poder, pode por isso dizer-se que está em crise”.
Maria Barroso

1 – A Dra. Maria Barroso e a Embaixadora Anita Gradin, que co-presidem ao “Encontro” de Estocolmo, são feministas, como eu o sou e todos os que identificam humanismo e feminismo, definido como o humanismo centrado na “questão de género”.
Temos consciência de que as discriminações contra as Mulheres persistem em Estados democráticos, na esfera política, na organização e funcionamento administrativo do Estado, nas ONG’s, e, muito particularmente, naquelas de que vamos falar, as que compõem o movimento associativo da “Diáspora”.
Quase todos de rosto masculino. A começar no Brasil e a acabar em França, que lhe sucedeu, na segunda metade do século XX, como a meta principal da nossa emigração.
Diga-se, porém, que, ainda que “invisíveis” nos Centros de poder formal, as mulheres quase sempre estiveram presentes no esforço de consolidação das instituições – a seu modo…
Segregação houve (e há), frequentemente, reproduzindo modelos importados do círculo familiar: por exemplo, entregando às mulheres o trabalho de bastidores (que, às vezes vai ao ponto de decidir a própria programação cultural, mas mais, frequentemente, se confina à cozinha e arranjo e decoração das salas), essencial para o sucesso e suporte material de centros e clubes sociais.
Um curioso afloramento deste fenómeno de aproveitamento dos saberes das mulheres, na sua veste mais tradicional – trazendo-os do interior da casa para o exterior, na colectividade – é a criação de “departamento femininos”, “comissões femininas”, “comités de damas” (em países hispânicos) ou de “senhoras auxiliares”. Caracterizam-se, essencialmente, por agir na órbita de direcções, em geral, cem por cento masculinas, com incumbências como as que acabamos de referir.
A meu ver, não há nada de errado nesse aproveitamento de talentos úteis. Errado, é o facto de traduzir, na prática, um acantonamento: desse lado da organização não se transita para outras funções, para o núcleo directivo, para a presidência das associações, mesmo que haja querer e capacidade para tanto.
Estamos perante um círculo regido por códigos velhos, por modos de relacionamento entre os sexos imobilistas e preconceituosos.A abertura ao que é “moderno” ou “estrangeiro” limita-se, a aspectos protocolares: a mulher do presidente assume-se como a “primeira-dama” da instituição (assim mesmo, com esta designação, que na Europa começamos a adoptar, mas no que respeita à presidência da República…).
Eu, acho que o “título” prestigia os “titulares” e com isso nos devemos congratular. Muitas delas conseguem, realmente, dar-lhe conteúdo, ganhando prestígio e influência. Devemos, por isso, de reconhecer e apreciar a sua particular forma de exercício da cidadania, porque, afinal, também o é.
Criticável é, sim, a ideia da complementaridade rígida de tarefas, avessa à concepção da igualdade dos sexos e em contraste com o percurso das mulheres fora da sua comunidade “étnica”.
No Brasil, por exemplo, onde o associativismo mais do que centenário não tem praticamente líderes femininas, as portuguesas sobressaem na sociedade e na política brasileiras, na segunda metade do século XX: são portuguesas a primeira secretária de Estado do Rio de Janeiro (Manuela dos Santos, médica, ex-conselheira do CCP) e a primeira deputada à Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo (Ruth Escobar, feminista, actriz, produtora de teatro). Também no associativismo luso-brasileiro, de feição mais “brasileira”, “elas” têm tido sucesso: lembro a Eng.ª Fernanda Ramos, primeira presidente mundial do Elos Clube ou a actual presidente da Câmara do Comércio Luso-Brasileiro de Minas Gerais.
Do mesmo modo, na Europa, nomeadamente em França, julgo eu as nossas emigrantes têm sabido aproveitar a nível profissional, oportunidades que não diferem das dos homens, mas permanecem em lugares secundários nas organizações das comunidades. Sim ou Não? Espero a vossa resposta…
Parace-me que é mais no Norte da América que se vêm desenhando, gradualmente, a tendência para a igualdade, sobretudo, nas iniciativas de jovens. Aí, na Califórnia sobretudo, até a tradição tem uma influência positiva. As primeiras organizações de mulheres portuguesas datam do final de oitocentos: a “Sociedade Rainha Santa Isabel” e a “União Portuguesa Protectora do Estado da Califórnia”. Ambas criadas nos arredores de S. Francisco, rapidamente se ramificaram do norte a sul do Estado e foram autênticas escolas de acção cívica e de solidariedade, num tempo em que as mulheres não gozavam de direitos políticos, nem de igualdade de direitos civis, não podendo sequer dispor livremente dos seus bens – o que torna espantosa a adesão que granjearam. Foi uma singular aventura no espaço da emigração lusófona, que arrancou com 30 mulheres de Oackland, unidas numa pequena confraria de altar de uma igreja comunitária.
A “Sociedade Rainha Santa Isabel” e a “UPPC” integravam-se no movimento mutualista e tornaram-se grandes companhias seguradoras, ocupando um lugar de topo no conjunto de sociedades fraternais, chegando a contar com mais de uma dezena de milhar de membros!

Uma matriz, que inspirou a acção da mulher emigrante e não só nos EUA.
Pergunto-vos se aceitam ainda hoje esta dicotomia entre um “associativismo feminino”, centrado por excelência, no domínio da solidariedade e assistência social e uma participação no “associativismo misto, motivada, essencialmente, pela luta por valores culturais (teatro, música, folclore), do ensino da língua e da história e pela integração na nova sociedade.

2 - Estas são considerações de ordem genérica e, na falta de investigação e de dados recolhidos de forma sistemática, é de prever que vão surgindo nichos de evolução que desconhecemos, e outros a que não se vem atribuindo o devido relevo.
Será o caso do folclore, que pela própria natureza das coisas, da sua prática, é paritário. E não só no que respeita aos executantes da dança, mas ensaiadores e dirigentes.
Nas antípodas, está o desporto. Acontece também no nosso País: é um espaço de discriminação feminina, que nem sequer é vista como tal… A discriminação, porém, não acontece apenas nesse domínio.
"No poder" permanecem ainda, maioritariamente, os emigrantes da década de 50 e 60, a quem se fica a dever a esplêndida dimensão alcançada nas instituições, que herdaram do passado, nomeadamente no Brasil e EUA, ou que formaram em “novos destinos” da Europa, África, Canadá, Venezuela.
Interrogo-me e interrogo-vos sobre se será justo ou proveitoso tentar abrir caminhos à igualdade, em clima de guerra de sexos ou de gerações. Julgo que é preciso encontrar alternativas… Não há uma única saída, mas várias, para antecipar o advento da mudança.
O envelhecimento dos líderes tradicionais, formas várias de declínio dos sustentáculos de um mundo conservador, carência de candidatos, a provocar crises directivas – ainda não generalizadas - nas associações, podem constituir vias de acesso ao dirigismo, naturais e consensuais, para mulheres e jovens. Assim o queiram!Por isso, agora é o tempo certo de tomar consciência das novas realidades e de mobilizar estes grupos, que têm estado tão marginalizados.
Acreditamos que é preciso e é urgente apelar à sua participação – é esse o objectivo que aqui nos reúne.
Uma outra via de solução é ainda, a meu ver, o associativismo feminino.
Vejamos alguns dos melhores exemplos da sua face actual:
A Beneficência das Damas Portuguesas de CaracasNasceu de simples encontros de amigas, incentivadas pela Embaixatriz Teixeira de Sampayo. Organizavam festas, feiras de artesanato, leilões e, com meios inicialmente modestos, ajudavam mães e crianças de bairros degradados, através de cuidados médicos e de enfermagem, subsídios, bolsas de estudo. Actualmente são grandes entre as grandes instituições congéneres. Acabam de construir o que é possivelmente o maior, o mais funcional lar geriátrico em todo o espaço da nossa “Diáspora”.
A Liga da Mulher na África do SulManuela Rosa, antiga conselheira das comunidades presidiu durante tempo à “Liga da Mulher”, uma das primeiras “federações” existentes a nível de um país, com a preocupação de valorizar a intervenção das mulheres, através de formação profissional, da chamada a debates e à ajuda e combate às carências sentidas na comunidade.
A Associação de Mulher Migrante Portuguesa na ArgentinaÉ a mais recente. Tem apenas 7anos. Veio preencher a lacuna que o encerramento do Hospital da Beneficência deixara sem solução. Numa conjuntura política e económica adversa, verdadeiramente dramática para muitos portugueses, substituiu-se à inércia de dois Estados: o nosso, sempre distante e indiferente à dimensão da crise ali vivida, não atribuía sequer o pequeno subsídio do “ASIC”, a pretexto de que existia na Argentina uma pensão mínima; o argentino, então próximo do caos, não satisfazia pensão nenhuma…Por si sós, estas portuguesas socorreram dezenas de famílias empobrecidas. Ganharam o respeito e o apoio decisivo de sucessivos Embaixadores de Portugal, em Buenos Aires.Souberam encontrar um lugar no movimento associativo, mostrando que há oportunidades para as mulheres fazerem coisas importantes e prioritárias, com aceitação geral. As explicações de um tão extraordinário e súbito êxito serão várias: a qualidade e o empenho pessoal, certamente, e, talvez, o facto de muitas serem, se não dirigentes, mulheres dos directores, que, até aí, mal se conheciam e não colaboravam entre si, mas estavam "por dentro" nas diversas associações .Tudo mudou com uma simples acção, de mobilização, uma primeira reunião, uma conversa informal, um “brainstorming”, em quepude participar. Depois foi o trabalho comum, as realizações quotidianas, no terreno, através das quais ganharam confiança em si e se impuseram aos olhos da comunidade, com a evidência da obra feita.

3 – Da Europa não falarei mais.
Estão aqui as companheiras de ideais que podem dar-nos a lição, da sua experiência – e marcar as diferenças a analogias em relação às situações vividas em outros continentes. Para facilitar a comparação, referirei ainda exemplos de ascensão de mulheres portuguesas no movimento associativo tradicional:
O emblemático “Clube Português” de Buenos Aires tem pela primeira vez uma Presidente, que acaba de ser reeleita.
O mesmo acontece na segunda maior comunidade portuguesa, a da Argentina, em Comodoro Rivadávia, no sul da patagónia: Alice Amado é a presidente da quase centenária Sociedade Beneficente, que se distingue também na área cultural e social.
No Uruguai, o rancho folclórico, ex-líbris da “Casa de Portugal” é liderado por Josefa Panasco, asturiana, esposa e mãe de portugueses.
Em Toronto, o clube pioneiro (o “First”) teve a sua primeira presidente ainda na década de 80. Por altura do cinquentenário da chegada dos emigrantes portugueses ao Canadá (2003), oito das maiores associações luso-canadianas e as duas universitárias (Universidades de York e Toronto) eram encabeçadas por mulheres!
Em Montreal, o Clube mais antigo já tem a sua primeira presidente. O mesmo se diga do “Carrefour Lusophone”, uma associação de jovens, muito dinâmica e voltada para iniciativas que escapam aos moldes tradicionais - tendo, segundo a sua actual presidente buscado inspiração numa associação de jovens portugueses de França: Cap Maggelan.
Na Comunidade “Kristang” de Malaca, duas irmãs, Joan e Celine Marbeck, vêm lutando, incansavelmente, pela preservação da “herança portuguesa” do “creoulo”, da história, do folclore, da gastronomia.
No Equador, na Ilha de Vancouver, na Namíbia, na Austrália, há agora um número crescente de mulheres à frente de associações, escolas, grupos folclóricos e outros relevantes projectos culturais das nossas comunidades.

4 – Estaremos no princípio do fim da discriminação de género?
Se assim for, qual o futuro do “associativismo feminino”? Quando o "poder" for, de facto, partilhado por ambos os sexos na vida comunitária, veremos os homens a ingressar nas organizações formadas por mulheres? Isso aconteceu já, diga-se, na maioria das sociedades fraternais femininas da Califórnia...
Vivemos, sem dúvida, um período de transição.
Antever a igualdade no futuro não será já uma utopia irrealista, mas uma bem fundada esperança, a exigir a nossa acção concreta.

Maria Manuela Aguiar
Intervenção no "Encontro Para a Cidadania" em Estocolmo, Março de 2006
In "INICIATIVAS PARA A IGUALDADE DE GÉNERO"

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OS NOSSOS AUTORES

DEOLINDA M ADÃO
7334 Schmidt Lane El Cerrito, Ca 94530
deoadao@berkeley.edu

Education
Ph.D. in Luso-Brazilian Languages and Literatures (December 2007), University of California, Berkeley Dissertation Title: As Herdeiras do Segredo: As Personagens Femininas na Ficção de Inês Pedrosa. Designated Emphasis in Women, Gender and Sexuality. M. A. in Hispanic Languages and Literatures (June 2002), University of California, Berkeley Luso-Brazilian Emphasis.
Exam Fields: Portuguese Literature (all periods); Brazilian Literature (19th and 20th Centuries); Luso-African Literature (20th Century); Hispanic Literature (Iberian, Latin American and Caribbean (19th and 20th Centuries); Feminist aend Post-Colonial Theory. B. A. in Spanish Language and Literature (June 2000), University of California, Berkeley Graduated with High Distinction in General Scholarship Honors Thesis “The Construction of a National Identity in Macunaíma and Biografía de un Cimarrón”

Professional Experience
Teaching Spanish and Portuguese Instructor Peralta Community Colleges – Berkeley City College. (2007- present) Program Director, Summer Sessions Study Abroad Program – Portugal University of California, Berkeley (2006, 2007, 2008) Program Director, Summer Sessions Study Abroad Program – Cuba University of California, Berkeley. (Summer 2003) Program Assistant, Summer Sessions Study Abroad Program – Cuba University of California, Berkeley. (Summer 2001 and 2002) Graduate Instructor, Department of Spanish and Portuguese University of California, Berkeley (2000 – 2005) Portuguese Instructor, Intensive Summer Institute and Coordinator of Study Abroad Program – Portugal California State University, Stanislaus. (1998) Administrative Experience Program Coordinator, Portuguese Studies Program University of California, Berkeley – Institute of European Studies. (2001 – present) Programs Administrator, Summer Sessions Study Abroad Program – Cuba University of California, Berkeley. (Summer 2004) Administrative Assistant, Office of the Vice Chancellor for Undergraduate Affairs University of California, Berkeley (1999 – 2001)

Publications
Articles “Novos Espaços do Feminino: Uma leitura de Ventos do Apocalipse de Paulina Chiziane” Mata, Inocência & Padilha, Laura (Org.), MULHERES DE ÁFRICA: VOZES DE UMA MARGEM SEMPRE PRESENTE. Lisboa: CEA-FLUL/Edições Colibri, 2007 [release pending] (Peer-reviewed) “Ah! Mònim dum Corisco!...Tragédia Linguística ou Sátira Cultural?” Tempo e Memória - Revista do Program Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação. Unimarco Editora, São Paulo, Ano 3, No. 4, Jan.-Julho 2005 pp. 9-22. (Peer-reviewed) “A Mulher Portuguesa nas sociedades fraternais da Califórnia” A vez e a voz da mulher imigrante portuguesa Marujo, Manuela (org). University of Toronto, Toronto, Canada, 2005 pp. 27-34. “Vozes da diáspora: percurso literário da comunidade portuguesa na Califórnia” Anais do XIX Encontro Brasileiro de Professores de Literatura Portuguesa – ABRAPLIP (2003) Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brazil, pp. 249-253. “A Mulher Portuguesa nas sociedades fraternais da Califórnia / Women in the Portuguese Fraternal Societies of California” Simas, Rosa (ed.). A Mulher nos Açores e nas Comunidades / Women in the Azores and the Immigrant Communities. Volume I. University of the Azores. 2003 pp. 149-172. (Peer Review) Other “Entrevista a Alda Espírito Santo” A Poesia e a Vida – Homenagem a Alda Espírito Santo. Mata, Inocencia (org). Edições Colibri, Lisboa, 2006 pp. 119-133. (Peer-reviewed) “Pepetela – Entrevista” [Interview] Lucero. A Journal of Iberian and Latin American Studies University of California, Berkeley, Spring, 2004 pp. 133-145. (Peer-reviewed) Conference Papers “Assim se Escreve Saudade: Expressões literárias de Mulheres Portuguesas na Califórnia” A Vez e A Voz da Mulher Migrante Em Macau e Outros Lugares. Universidade de Macau. Macau, China. (Maio, 2007) “Redifining the Center in Lisbon: Exploring Literature as Ethnography in African Diasporic Communities.” American Anthropology Association Conference. San Jose, California (November, 2006) “Nas Entrelinhas do Sentido: A tradução e o valor simbólico do texto literário” Contrapor2006 – I Conferência de Tradução Portuguesa. Associação de Tradução em Língua Portuguesa. Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa, Portugal (September, 2006) “Saudades de ter saudade: o tema da saudade na literatura da diáspora portuguesa nos Estados Unidos.” Luso-American Education Foundation Conference, Tulare, California (April, 2006) “Cooking up Culture: The impact of History and Literature in Portuguese Culture” University of Louisville, Kentucky (March, 2006) “O Feminino em Paulina Chiziane” Colloque International Diffraction Normative, Comportements Cachés et Identités Transverses. CEOS – Investigações Sociológicas. Faculdade de Cièncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal (November, 2005) “Para além da palavra: tradução ou transculturação” I Colóquio de Tradução e Cultura. Universidade dos Açores, São Miguel, Portugal (September , 2005) “As Margens do Feminino: Nas Tuas Mãos de Inês Pedrosa, e a construção retórica do Feminino Durante o Estado Novo” XX Encontro de Professores Brasileiros de Literatura Portuguesa Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brazil (August, 2005) “Vozes Femininas, Bocas Masculinas: uma leitura de Menina e Moça de Bernardim Ribeiro.” VIII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas. Faculdade de Filologia Universidade de Santiago de Compostela. Santiago de Compostela, España (July, 2005) “O Português como Língua de Contacto” Encontro Macau 2004. Associação Para a Instrução dos Macaenses. Macau, China (December, 2004) “Uso da Língua Portuguesa nas Comunidades Portuguesas dos Estados Unidos” XIX Congresso da L.C.P. Lexington, Massachusetts (October, 2004) “Ah! Mònim dum Corisco!...Tragédia Linguística ou Sátira Cultural?” AATSP Conference, Yale University. (September, 2004) “Estratégias para o ensino de inglês como língua estrangeira” Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal (May, 2004) “Paradoxos linguísticos no conto “O Marido” de Lídia Jorge” XXVII Symposum on Portuguese Traditions, University of California, Los Angeles. (Abril, 2004) “Vozes da diáspora: percurso literário da comunidade portuguesa na Califórnia” XIX Encontro Brasileiro de Professores de Literatura Portuguesa – ABRAPLIP Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brazil. (October, 2003) “A Mulher Portuguesa nas sociedades fraternais da Califórnia” A vez e a Voz da Mulher Imigrante Portuguesa University of Toronto, Toronto, Canada. (September, 2003) “Personagens Femininas em Yaka de Pepetela” Symposium on Portuguese Traditions. University of California, Los Angeles. (April, 2003) “O Fado: expressão musical ou paradigma cultural?” Intensive Summer Institute. California State University, Stanislaus. (August, 2000) “A Presença Feminina na Poesia Portuguesa” Luso-American Education Foundation Conference. California State University, San Jose. (April, 1999) Other congress activity Workshop Coordinator: “Constructing a Luso-American/Canadian Identity” Encontro dos Professores de Português dos E.U.A. e Canadá – Todos. Angra do Heroísmo, Terceira. Açores. (July, 2003) Translations On a Leaf of Blue: Bilingual Anthology of Azorean Contemporary Poetry. Translation of Foreword by José Luiz Passos, and of “The Boundaries of Writing on an Island” by Álamo de Oliveira. Institute of Governmental Studies Press. University of California, Berkeley. pp. XIII, XIV, 177-184. (May, 2003)

Professional Activities
Advanced Oral History Summer Institute Participant. Regional Oral History Project. University of California, Berkeley (August, 2004) Portuguese Oral History Project Committee Member and Interviewer The Bancroft Library, University of California, Berkeley (2002 – Present) University of California ASUC Academic Senate – Graduate Student Representative to the Committee on Educational Policy of the Academic Senate, University of California, Berkeley. ( 2000 –2003) Portuguese Studies Program, Executive Committee Member. University of California, Berkeley (2000 – Present) Luso-American Education Foundation. Member of the Board of Directors. (1999 – Present)

Languages
Portuguese - Native; Spanish - Fluent in reading, writing, and speaking; English - Fluent in reading, writing, and speaking; French - Good reading knowledge Italian – Fair reading knowledge


CV RESUMIDO

MARIA MANUELA AGUIAR DIAS MOREIRA
E-mail:mariamanuelaaguiar@gmail.com

Formação académica:
É licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra. Pós-graduação em Direito (Diplôme Supérieur d' Études et de Recherche en Droit) pela Faculdade de Direito e Ciências Económicas do Instituto Católico de Paris.
Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, em Paris, e das Nações Unidas, da OCDE, e da OIT em estágios realizados em vários países da Europa. ( entre 1968/1976)

Actividade Profissional:
Advogada(1967/1972); Assistente do "Centro de Estudos" do Ministério das Corporações e Segurança Social - Direito do Trabalho (1967-1974); Assistente da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa - Sociologia - (1971/72); Assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - Direito Civil, regeu o curso de "Introdução ao Estudo do Direito", deu aulas práticas de "Teoria Geral do Direito" (1974/1976); Docente da Universidade Aberta, Mestrado de Relações Interculturais, regeu a cadeira de "Políticas e Estratégias para as Comunidades Portuguesa" (1992/1995); Assessor do Provedor de Justiça (1976/2002)

Actividade Política:
Secretária de Estado do Trabalho (1978/1979); Secretária de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas (1980); Idem (1981); Deputada eleita pelo Círculo de Emigração Fora da Europa (1980/1985, em efectividade de funções entre Agosto de 1981 e Junho de 1983); Secretária de Estado da Emigração (1983/1985); Deputada Eleita pelo Círculo da Europa (1985/1987); Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas (1985/1987); Deputada eleita pelo Círculo do Porto (1987/1991); Vice-presidente da Assembleia da República(1987/1991); Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República (por inerência); Presidente da Comissão Parlamentar da Condição Feminina (1987/1989); Deputada eleita pelo Círculo de Aveiro (1991/1995); Representante de Portugal na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) e na Assembleia da UEO (1992/2005); Presidente da Sub-Comissão das Migrações da APCE (1994/1995); Presidente da Comissão das Migrações, Refugiados e Demografia da APCE (1995/1997); Vice- Presidente do Grupo Liberal e reformista na Assembleia do Conselho da Europa; Deputada eleita pelo Círculo de Emigração Fora da Europa (995/1999;1999/2002: 2002/2005); Presidente da Delegação Portuguesa à APCE e UEO (2002/2005); Vice -Presidente da Assembleia da UEO; Vice-Presidente do PPE na APCE; Presidente da Subcomissão para a Igualdade (APCE);
Membro do "Gabinete sombra" de José Manuel Durão Barroso (pelouro das Comunidades Portuguesas).
Membro honorário da Assembleia da UEO e da APCE.
Em 1980, presidiu à Delegação Portuguesa à Meia Década das Nações Unidas para a Igualdade da Mulher (Copenhague).
Em 1985, presidiu â Delegação Portuguesa e foi eleita Vice-Presidente da 2ª Conferência de Ministro do Conselho da Europa para as Migrações (Roma).
Em 1984, presidiu à Delegação Portuguesa à 1ª reunião de Ministros do Conselho da Europa para a Igualdade de Mulheres e Homens (Estrasburgo).
Em 1987, presidiu à Delegação Portuguesa e foi eleita presidente da 3ª Conferência de Ministros do Conselho da Europa para as Migrações (Porto).
Entre 1987 e 1991, foi a primeira mulher a presidir aos plenários da Assembleia da Repúblicae a chefiar delegações parlamentares, a primeira das quais se dirigiu ao Japão.


Legislação e instituições cuja criação ou reforma impulsionou:

Comissão para a Igualdade no Trabalho e Empresa (CITE), 1979; Instituto de Apoio à Emigração e Comunidades Portuguesas (IAECP), 1980; Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), 1980; Lei da Nacionalidade, 1981; Centro de Estudo do IAECP e "Fundo Documental e Iconográfico das Comunidades Portuguesas" (1984); "Regionalização" do CCP (1984); Comissão Interministerial para as Comunidades Portuguesas (1987). Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres entre Portugueses e Brasileiros (reciprocidade), 1989-2001; Lei da Nacionalidade (recuperação automática), 2004; Direito de voto generalizado nas eleições para o Parlamento Europeu(fora do espaço da UE), 2004.

Participação Associativa
Presidente da Assembleia Geral da Associação "Mulher Migrante".
Membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira.
Membro do Conselho de Delegações e Filiais do FCP.
Sócia honorária de várias associações do estrangeiro.

Publicações
Política para a Emigração e as Comunidades Portuguesas (1986); Portugal - País das Migrações sem Fim (1999); Círculo de Emigraçâo (2002); Comunidades Portuguesas - Os Direitos e os Afectos (2005); Migrações - Iniciativas para a Igualdade de Género (2007) coord.; Problemas Sociais da Nova Emigração(2009) coord. Mulheres da Diáspora  Encontro em Espinho (2009) coord; Encontro Mundial de Mulheres na Diáspora (2011) coord

Condecorações
Nacional: Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique
Estrangeiras - Grã Cruz: Ordem do Cruzeiro do Sul, Ordem do Rio Branco (Brasil); Ordem do Império Britânico (Honorary Dame); Ordem de Mérito (Itália); Ordem de Mérito (Alemanha); Ordem de Mérito (Luxemburgo); Ordem de Leopoldo II (Bélgica); Ordem Fénix (Grécia); Ordem Francisco Miranda (Venezuela);
Grande Oficial: Ordem de Mérito (França); Ordem da Estrela Polar (Suécia), entre outras.


PAULO AMARAL
pauloamaral@mne.gov.pt

Experiência Profissional (2005-2009)

- Docente da Universidade Lusófona e Coordenador do “Projecto empreendedor” do Do Grupo Lusófona - Membro do XVII Governo Constitucional
- Assessor do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
- Criador e Coordenador-Geral dos seguintes projectos: Cartão jovem para os Lusodescendentes (LD»30) V Encontro Mundial de Jovens Lusodescendentes Dois encontros Europeus de Lusodescendentes Festival televisivo da canção – denominado Lusa Vox Conferência sobre “Politicas de Ensino para as Comunidades Portuguesas” Plataforma de Ensino à distância para as Comunidades Portuguesas 3 660 utilizadores Duas páginas electrónicas da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas 1º Newsletter das Comunidades Portuguesas quinzenal da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas Criação de 123 páginas electrónicas dos postos consulares portugueses Programa “Estagiar em Portugal” para 250 lusodescendentes
– 2005/2006 Museu da Emigração Exposição “Traços da Diáspora Portuguesas” Protecção consular aquando do Mundial de futebol
– 2006 Realização das comemorações para 1000 jovens no dia de Portugal em Colónia Com a presença de diversas entidades de reconhecido mérito Elaboração do regulamento de atribuição de subsídios às associações das comunidades portuguesas Atribuição de subsídios a Entidades de Solidariedade 2 Campanhas de prevenção à exploração dos portugueses denominadas “Trabalhar no Estrangeiro” Concepção do protocolo celebrado entre o Instituto das Comunidades Cabo-Verdianas e a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas Realização de diversos protocolos que foram assinados entre as autarquias e a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas para a criação de Gabinetes do Emigrante Acompanhamento de processos de licenciamento de colégios portugueses no estrangeiro, ex. Colégio português promovido pela Teixeira Duarte Preparação das comemorações do dia de Portugal e das comunidades portuguesas em Estugarda
– 2005/2006 Preparação de visitas do Sr. Secretário de Estado das comunidades portuguesas ao estrangeiro Intervenções políticas em público Implementação do projecto “Dar à Língua” em Manchester Negociações e angariação de patrocínios com a banca para apoio de iniciativas da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas Levantamento das necessidades escolares nas Instituições de ensino no estrangeiro. Organização de campanha publicitária de conselhos aos viajantes em parceria com a APAVT e ANA I Encontro Mundial de Deficientes das Comunidades Portuguesas Prémio “Jovens Criadores das Comunidades Portuguesas” Membro do grupo de trabalho para a transição do ensino do português no ministério da educação do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros Colóquio sobre a juventude, cultura e associativismo nas comunidades portuguesas Realização do protocolo entre a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e o Instituto de Emigração Angolana Acompanhamento dos processos de atribuição de subsídios para entidades de solidariedade Social das comunidades portuguesas Preparação da protecção consular portuguesa para o Euro 2008 na Suíça (Genebra e na Áustria) – Comemoração do dia de Portugal Manutenção da página da SECP (conselhos aos viajantes) Observação da Emigração Consulado Virtual – 8ª medida do programa Simplex Processos de elaboração de candidatura e execução de projectos ao abrigo de fundos comunitários do programa POSC e POC Acompanhamento de concursos públicos Elaboração do Protocolo elaborado entre Sr. Provedor do Trabalho Temporário, Dr. Vitalino Canas e a Secretaria de Estado das comunidades Portuguesas Director do gabinete de saídas profissionais e formação profissional da Universidade Lusíada Enquadramento dos alunos recém licenciados no mercado de trabalho (ligação às empresas) Candidaturas ao fundo social europeu para realização de acções de formação para empresas financiadas pelo IEFP Responsável do programa Leonardo Da Vinci Responsável de ligação com o Observatório de Avaliação do Ensino Superior Responsável do programa PRODEP Responsável da Associação dos Antigos Alunos da universidade (organização de conferências) Responsável das bolsas de investigação para os docentes Realização de acções de formação para as Universidades Lusíada nos PALOP Técnico Superior de bibliotecas e arquivos da Universidade Lusíada Coordenação do Centro Europeu de documentação Subdirector da Mediateca Técnico de digitalização do Ministério da Agricultura Responsável de secção: Classificação, indexação, digitalização e microfilmagem de documentos

Experiência profissional 2004-2005

- Mestrando em ideias culturais e políticas na Universidade Nova
2003-2004 - Pós-Graduação em ideias culturais e políticas na Universidade Nova 1997
-2001 -- Licenciatura em História na Universidade Lusíada
1988-1997 - Aluno dos Instituto Militar dos Pupilos do Exército e do Colégio Salesiano Aptidões e competências pessoais Curso sobre as novas tecnologias na função pública
-2006 Cursos sobre gestão de projectos do Fundo Social Europeu Competências sociais Membro do Conselho Consultivo para a Juventude Trabalho social com crianças para adopção na casa da ordem da Madre Teresa de Calcutá em Setúbal Vice-Presidente da Associação de Solidariedade “Crescer para Ser” Colaborador no jornal digital “Setúbal na rede” e no jornal “Jornal do Seixal” Sócio da SIMECQ – Cruz Quebradensse Membro do Partido Socialista e da juventude Socialista desde 2000
Competências técnicas Domínio do Windows na óptica do utilizador
Domínio do Sistema de Informação do Fundo Social Europeu


ANA PAULA BEJA HORTA
Nota Biográfica

Licenciada e Mestre em Antropologia e Doutorada em Sociologia pelo Departamento de Sociologia e Antropologia da Simon Fraser University, no Canadá, é Professora Auxiliar com Nomeação Definitiva na Universidade Aberta, Departamento de Ciências sociais e Políticas.

Desde 1993 é investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI, da mesma instituição, onde coordena a linha de investigação Migrações e Espaços Urbanos.

Desempenha presentemente funções de Coordenadora Científica do Mestrado em Relações Interculturais, Departamento de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Aberta.

As principais áreas de pesquisa a que se tem dedicado incluem políticas urbanas e migrações, cidadania e participação cívica migrante e políticas de imigração e governação local.

Publicou diversos artigos e capítulos de livros em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar a obra Contested Citizenship: Immigration Politics and Migrants’ Grassroot Organizing in Post-Colonial Portuguese Society. New York: Centre for Migration Studies/CEMRI.

Como coordenadora ou como membro de equipa de investigação participou em vários estudos e projectos de pesquisa, nomeadamente:
Relatório de Diagnóstico – Síntese de Caracterização do Bairro do Alto da Cova da Moura. Iniciativa Bairros Críticos. (2006);
Estudo de Caracterização da Imigração no Concelho de Cascais (2005);
Multicultural Democracy in European Cities: Political Integration, Communities and Local Government. Universidade de Amesterdão, Instituto de Estudos das Migrações e Étnicos - IMES (2004-presente);
Políticas Migratórias no Reino Unido em Portugal. 2004. CRUP/Acções Integradas Luso-Britânicas (2004-2006).


JOANA CATARINA TARELHO DE MIRANDA
Curriculum vitae breve

1. Formação académica

-Licenciatura em Psicologia. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (1985/86-1989/90).
-Mestrado em Relações Interculturais. Universidade Aberta (1991/94). -Doutoramento em Psicologia. Especialidade Psicologia Social. Universidade Aberta (2002).

2. Situação Profissional
-Professora Auxiliar da Universidade Aberta.
-Investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações interculturais (CEMRI).

3. Cargos actuais
Coordenadora do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais.

4. Publicações científicas de maior relevância
-Miranda, J. (1998). Portogallo: stereotipi dei gruppi etnici. In M. Delle Donne (Org.). Relazioni Ethnici. Stereotipi e Pregiudizi (pp.125-132). Roma: EdUP.
-Miranda, J. (2002). A identidade nacional. Do mito ao sentido estratégico. Uma análise psicossociológica das comparações entre os Portugueses e os Outros. Oeiras: Celta.
-Beja Horta, A. P. & Miranda, J. (2002). Villes et politiques migratoires au Portugal. Cahier Millénaire 3, 28: 81-84.
-Miranda, J. (2005). Identidade nacional e representação de estrangeiros no contexto português. In A.Silva (Org.). Nação e Estado: entre o global e o local (pp.235-253). Porto: Edições Afrontamento.
-Miranda, J. & João, M.I. (Org.). (2006). Identidades nacionais em debate. Oeiras: Celta.
- Miranda, J. (2009). Pelas narrativas do olhar: discursos fílmicos e fotográficos. In Cabecinhas, R. & Cunha, L. (Eds.).Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios (pp.61-72). Porto: Campo das Letras.

5. Comunicações/conferências em 2008
-Olhando o diferente. Pontos de um trajecto entre a Carta de Pêro Vaz de Caminha e Lisboetas de Sérgio Tréfaut. Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 28 de Março de 2008. Conferência na qualidade de oradora convidada.
-Pelas narrativas do olhar: Discursos fílmicos e fotográficos. Conferência Internacional "Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios", Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Braga, 4 de Abril de 2008. Conferência na qualidade de oradora convidada.
-Procurando compreender o intercultural. Diferentes perspectivas e abordagens metodológicas, Instituto de Apoio à Criança, Universidade do Minho, 5 de Abril de 2008 (no âmbito do Mestrado em Animação Sócio-Cultural). Conferência na qualidade de oradora convidada.
-Discursos fílmico e fotográfico sobre imigrantes: Sensibilização para a questão do racismo, XXII Jornadas de Política Social/Serviço Social, Painél sobre "Racismo no século XXI", Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, 15 de Abril de 2008. Conferência na qualidade de oradora convidada.
-Teaching Intercultural Psychology online-challenges and problems, 3rd International Conference on Teaching of Psychology, St. Petersburg Psychological Society/St. Petersburg State University/Leningrad State University, San Petersburgo, 12 a 16 de Julho de 2008.
-Histórias de vida de mulheres imigrantes brasileiras em Portugal, III Congresso Internacional sobre Pesquisa (auto)biográfica, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 14 a 17 de Setembro de 2008.



MARIA ISABEL NEVES DE OLIVEIRA
E-mail: isabelle.oliveira@isc.cnrs.fr

FORMAÇÃO ACADÉMICA
2006 - PÓS-DOUTORAMENTO, Centre National de Recherche Scientifique (CNRS) – Laboratório «Modèles Mathématiques, Neuropsychologiques et Informatiques – Cerveau, Langage et Perception ». 2005 – DOUTORAMENTO, Universidade Lumière Lyon2 / Mention Très honorable avec Félicitations du jury à l´unanimité (Meilleure des distinctions) 1999 - LICENCIATURA Sciences du langage et de la cognition, Universidade Lumière Lyon2, Mention Très Bien (17,8 de média) 2006 LICENCIATURA EM DIREITO [(2007/2008) – Inscrição no 2° e 3° ano de Direito], Universidade de Coimbra CARGO DE MAÎTRE DE CONFÉRENCES 2006 Section 61 – 06261167602 – Génie informatique, électronique, automatique et traitement du signal. Section 07 - 06207167602 – Sciences du langage: linguistique et phonétique générales. Section 14 - 06214167602 – Langues et littératures romanes: espagnol, italien, portugais, …

ACTIVIDADES ANTERIORES E SITUAÇÃO ACTUAL EM TERMOS CIENTÍFICOS E/OU PROFISSIONAIS
2008 (Admitida por concurso nacional) - Professora efectiva na Universidade de Paris III – Sorbonne 2006 (Admitida por concurso nacional) - Investigadora Científica – Centre National de Recherche Scientifique - CNRS no Laboratório «Modèles Mathématiques, Neuropsychologiques et Informatiques. Cerveau, Langage et Perception (L2C2) UMR 5230. Investigadora Científica – Centre National de Recherche Scientifique -CNRS no Laboratório «Modèles Mathématiques, Neuropsychologiques et Informatiques. Cerveau, Langage et Perception (L2C2) UMR 5230. 2005-2006 - Professora na Universidade Lumière Lyon2 – Lyon 2003-2005 - Professora na Universidade Stendhal Grenoble3 – Grenoble. 2001-2003 - Professora na Universidade Marc Bloch – Estrasburgo.
LINGUAS
Francês/Português: bilingue Inglês: Bom nível – Leitura, escrita, conversação. Espanhol: Excelente nível – Leitura, escrita, conversação. Italiano: Nível corrente – Leitura, escrita, conversação. Chinês: Iniciação - Leitura, conversação. Latim: Nível corrente – Leitura, escrita

MEMBRO DE CONSELHO CIENTÍFICO
Membro do Conselho Científico da Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Membro do Conselho Científico da Universidade Lumière Lyon2, França. Membro do Conselho Científico da Universidade de São Paulo, Brasil. Membro do Conselho Científico da Southern University, USA.

PRÉMIOS E DISTINÇÕES
- aAm International Association – RaAm Early Career Researcher Prize, Oxford University

PUBLICAÇÕES
Publicações em actas de encontros científicos/Papers in conference proceedings: - 2000 - «De la Métaphore populaire à la terminologie médicale», in Actas da Conferência da Primavera “Neologia, Lexicologia e Lexicografia da Medicina”, Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2000, pp.34-47. - 2001 - «Os Contributos da língua», in Actas do Colóquio “É Importante Saber Falar e Escrever Bem”, Universidade Fernando Pessoa, Ponte de Lima, pp.12-26. - 2002 - «Spécificité de la langue de spécialité à partir de la métaphore», in Actas de GLAT (Groupe de Linguistique Appliquée des Télécoms) 2002“Langues spécialisées et besoins spécifiques: théorie et pratique”, Paris, pp.35-46. - 2004 – «Ontologies et représentations des connaissances», in Actas do Congresso «Taxinomies et représentations des connaissances», Universidade de Genève, Suiça, pp. 78-92. - 2004 – «L’Intelligence artificielle dans le traitement automatique des langues», in Seminários de Linguística, Universidade Nova de Lisboa, 20 de Maio. - 2004 – «A Mulher Migrante face as novas tecnologias da Informação e da Comunicação», in Seminário «Mulheres Migrantes das diversas Gerações – Conhecer/Participar nas Sociedades de Origem e Acolhimento», Lisboa, 27 de Novembro. - 2005 – «Computacional Cognitive Neuroscience», in 1st International Congress of Neurosciences, Washington, Estados-Unidos. - 2005 – «L’enseignement du portugais en France: une langue en péril», in Conférence “Auto-évaluation des politiques linguistiques”, Conselho da Europa, Estrasburgo. - 2006 - «La Metáfora: estrategia de aprendizaje e sistema de conocimiento», in Actas de AETER “Comunicar y enseñar a comunicar el conocimiento especializado”, Instituto Cervantes, Madrid, pp. 149-162. - 2006 - «O lugar do tradutor no mundo hodierno», in Actas de “Colóquio anual da lusofonia 2006”, Bragança, pp. 309-319. - 2006 – «Pourquoi défendre mordicus l’emploi de la langue portugaise?», in Conférence de l’Association Chama, Universidade Marc Bloch, Estrasburgo, 9 de Junho. - 2006 - «O Caso da metáfora: um indicador de diversidade cultural», in Actas de “IX Simposi Iberoamericà de Terminologia. La Terminologia al segle XXI: contribució a la cultura de la pau, la diversitat i la sostenibilitat”, Universitat Pompeu Fabra, Barcelona, pp. 105-121. - 2006 - «Base de données en cardiologie», in Actas de GLAT (Groupe de Linguistique Appliquée des Télécoms) 2006 “Aspects méthodologiques pour l’élaboration de lexiques unilingues et multilingues”, Italie, Bertinoro, pp.29-41. - 2006 – «Aspect de la vie politique et culturelle dans le Portugal actuel», in Conférences de la Chaire Sá de Miranda, Université Blaise Pascal, Clermont-Ferrand, 22 de Novembro. - 2006 – «Les Voies de la Liberté dans le Portugal Contemporain», in Conférences de la Chaire Sá de Miranda, Université Blaise Pascal, Clermont-Ferrand, 23 de Novembro. - 2007 - «O Lugar das Mulheres no Mundo da Investigação», in Actas de “Encontros para a Cidadania: A igualdade entre homens e mulheres nas comunidades portuguesas – Europa”, Stockholm, (no prol). - 2007 - «Sens figuré et compréhension humaine», in Actas do Colóquio interdisciplinar “Nouvelles perspectives de la recherche française sur la langue et la culture portugaise”, Clermont-Ferrand, pp. 89-98. - 2007 – «Revisão das Teorias Contemporâneas da Percepção de Gestalt», in Seminário para doutorandos, Universidade Nova de Lisboa, 21 de Novembro. - 2008 – «Métaphore de spécialité et strates sociales», in Actas do Colóquio “Terminologie: discours, technologie et acteurs sociaux, Brest. (no prol) - 2008 - «Traitement automatique de la langue», in Actas do Colóquio “La Métaphore en langues de spécialité”, Lyon, (no prol). - 2008 – «Apresentação da Criação de um Software de Detecção Automática da Metáfora», in Conferência do Departamento de Linguística, Universidade de São Paulo, Brasil, 15 de Abril. - 2008 – «Apresentação do Projecto da Versão Portuguesa e Brasileira dos Atlas Semânticos», in Conferência do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Universidade de São Paulo, Brasil, 8 de Abril. - 2008 – «Apresentação do Projecto da Versão Portuguesa/Coreana dos Atlas Semânticos», in Conferência do Departamento de Ontologia do Conhecimento, Chungnam National University, South Korea, 14 de Setembro. Artigos em revistas de circulação internacional com arbitragem científica - 2000 - «Le Rôle de la métaphore dans les interactions entre médecin et patient», Terminologias, Revista da Associação de Terminologia Portuguesa, Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, pp.11-23. - 2004 – « Notre existence a-t-elle un sens ? », Philoscience, Paris, pp. 19-34. - 2005 - « La Métaphore terminologique sous un angle cognitif », Meta, Journal des traducteurs, vol. 50, n°4, Montréal, Presses de l’Université de Montréal, pp. 83-104. - 2005 – « Naissance de la logique moderne », Sciences et technologies de l’information, Paris, pp. 32-47. - 2006 - « Pour une Approche de la métaphore terminologique », La banque des Mots, Conseil international de la langue française, n°72, Paris, pp. 59-71. - 2006 – « L’époque des automates », Intelligence Artificielle, Vol 20/2, Paris, pp. 32-45. - 2006 – « L’Université et la propriété intellectuelle », Société française de philosophie, Québec, pp. 28-37. - 2007 - « O Uso da Metáfora na Docência », Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, pp. 49-61. - 2007 – « Sciences cognitives et technologies de demain », La Recherche, Paris, pp. 14-25. - 2007 – « Le langage comme observatoire de l’inconscient », Revista electrónica Marges Linguistiques, Paris. - 2007 - « L’impact de la métaphore dans les découvertes scientifiques », La langue française, Paris, pp. 11-29. - 2008 - «Métaphore terminologique et stratégie pédagogique », Editura Academiei Române, Bucarest, pp.23-38. - 2008 – «Corpus methods in linguistics, LSP & Professional Communication, An International Journal (Formely Unesco Alsed-Lsp Newsletter), Copenhagen, Denmark, pp. 53-68. - 2008 – «Apport de la neuroscience cognitive aux politiques et pratiques éducatives », Neuroscience, Paris. (no prol) - 2008 – «Création d’une conscience artificielle », Intellectica, n°50, Paris, (no prol). - 2008 – «Les impensés de la gouvernance », Calenda, Paris, (no prol).
LIVROS (autor)
2008 - Place et fonctions de la métaphore en science, Paris, L’Harmattan, p.250.
PROJECTOS ACTUAIS
Elaboração de um sofware de detecção automática da metáfora. Criação dos «Atlas Semânticos» para a Língua Portuguesa
ACTIVIDADE POLÍTICA
2005-2008 - Deputada na Assembleia Municipal de Barcelos
2008-2009 - Vereadora pelo Partido Socialista na Câmara Municipal de Barcelos Membro de várias associações. Oradora convidada em várias conferências e seminários sobre temas diversos. Vários artigos publicados na imprensa local, regional e internacional. Membro de várias associações
Oradora convidada em várias conferências e seminários








MARIA DA CONCEIÇÃO P RAMOS
cramos@fep.up.pt
Faculdade de Economia - Universidade do Porto Instituição - Professora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). Formação - Doutorada em Ciência Económica - Economia dos Recursos Humanos e das Migrações Internacionais pela Universidade de Paris I, Sorbonne (1991) - Tese de Doutoramento "Marchés du Travail et Migrations Internationales: Croissance, Crise et Marché Unique. Cas du Portugal et de la France". - Mestrado em Economia dos Recursos Humanos pela Universidade de Paris I, Sorbonne, 1983 – Dissertação de Mestrado "La "seconde" génération ou les nouvelles générations? L' insertion des jeunes Portugais en France". - Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1980).
Docência e investigação
- As suas áreas de docência e pesquisa incluem os Recursos Humanos, Migrações Internacionais, Políticas Sociais, Economia e Sociedade Portuguesa e Integração Europeia. Sobre estas temáticas tem orientado numerosas teses sobre a diáspora portuguesa no mundo e sobre os estrangeiros em Portugal, organizado reuniões científicas nacionais e internacionais, realizado conferências e publicado no país e no estrangeiro (livros, capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais).
Docência
- Ensina na licenciatura, mestrado e doutoramento no país e no estrangeiro na área das migrações internacionais. Responsável na FEP pela disciplina "Economia das Migrações Internacionais" no Mestrado e Doutoramento em Economia. - Foi também responsável pela disciplina "Grandes Diásporas" no Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, Delegação Norte (Porto). - Responsável na Universidade do Porto por programas comunitários de mobilidade e formação de estudantes e professores (Tempus e Sócrates/Erasmus). Investigação - Investigadora no Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta. - Membro do Conselho Científico dos Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Brasil. - Tem coordenado projectos científicos internacionais financiados por instituições e organismos internacionais, nomeadamente a Comissão Europeia, nos domínios das Migrações, Emprego, Educação, Saúde, Cidadania e Integração Europeia entre os quais: “Intégration Régionale, Migrations et Emploi: une comparaison Europe-États-Unis” (2000-2003), MIRE, Paris; “Dual Citizenship, Governance and Education – a challenge to the European Nation State” (2002-2006), Comissão Europeia, Bruxelas; “Migrações e Saúde em Contexto Português e Brasileiro” (2005-2007), GRICES/CAPES, Portugal/Brasil. - Tem organizado reuniões científicas em Portugal e no estrangeiro sobre Migrações, Questões Sociais, Culturais e Educacionais e Relações de Poder e Género.
Actividades de Consultoria
- Consultora da OCDE e do Conselho da Europa na área das Migrações Internacionais. Outras Actividades de Direcção – Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Doutorados em França (APDF).
Algumas Publicações Científicas sobre Migrações publicadas nos últimos anos
- (1999) La Diaspora Portugaise et la diversité de ses formes d’insertion dans les pays d’accueil, Paris, OCDE. - (2000) "Economic integration of Portugal in the European Union: effect on direct investment, migration and employment" in Globalisation, Migration and Development, Paris, OECD, pp. 158-179. - (2001) "Dinamiche Economiche Nell’ Europa Dell’ Euro, Immigrazione e Lavoro", in Sommmo, L. e Campani, G. (dir.) L’Euro - Scenari Economici e Dimensione Simbolica, Milão, Guerini Studio, pp. 101-118. - (2002) “Immigration, droits de l’homme et construction européenne”, Revista Dialogos, nº 5, ed. ASE, Bucareste, pp. 23-26. - (2003) "Dinâmicas e estratégias socioeconómicas relativas à emigração portuguesa" in Alves, J. et al., Porto de Partida – Porto de Chegada. A Emigração Portuguesa, Lisboa, Âncora Editora, pp. 57-78. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe” in Mouhoud, E. M. ; Oudinet, J. (dir.) Les dynamiques migratoires dans l’Union Européenne – Ajustements sur les marchés du travail et comparaison Europe/Etats-Unis, Paris, CEPN/CNRS, pp. 194-313 (col. de H. Diogo). - (2003) “Intervenção social em contexto intercultural” in Acção Social na Área do Emprego e da Formação Profissional, Lisboa, ed. Universidade Aberta, pp. 262-280. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe”, Revue Migrations – Études, nº 116, août-sept, Direction de la Population e des Migrations (DPM), Paris, ed. ADRI, pp. 1-16. - (2004) «Nouvelles dynamiques migratoires au Portugal et processus d’intégration», Revue Française des Affaires Sociales, nº 2, avril-juin, Paris, Ministère de l’Emploi et de la Solidarité, pp. 111-144. - (2005) «Le Portugal, de l’Emigration à l’Immigration », Revue Santé, Société et Solidarité, «Immigration et Intégration», nº1, Québec, pp. 203-215. - (2005) "Dupla Cidadania, Governação e Educação: um Desafio para o Estado Nação Europeu", Revista Portuguesa de Pedagogia, ano 39, nº 1, Universidade de Coimbra, pp. 240-245. - (2005) "Espaços de Cidadania – do Local ao Global. Contributos para a Educação" in Lemos, E. Sande (coord.) Ensinar Geografia na Sociedade do Conhecimento, Lisboa, Associação de Professores de Geografia, pp. 267-276 (com M. O. Barros Gonçalves). - (2005) "Dual/Multiple Citizenship in Portugal" in Schröter, Y., Mengelkamp, Ch.; Jäger, R.(ed.) Doppelte Staatsburgerschaft, Landau, Verlag Empirische Padagogik, pp. 309-335 (com M. Gomes). - (2005) "Immigration in the Portuguese Demography and Some Impacts of Emigration and Return" in Dienel, Ch. (Hrsg.) Abwanderung, Geburtenruckgang und Regionale Entwicklung, Wiesbaden, VS VERLAG, pp. 305-323. - (2005) "Immigration, Construction Européenne et Globalisation" in Economie Teoreticã si Aplicatã, vol. I, Universitatea Romãno Americãna, Bucuresti, Universul Juridic, pp. 363-392. - (2006) « Dual citizenship, governance and education : the situation in Portugal » in Kalekin-Fishman, D. ; Pitkanen, P. (eds) Multiple citizenship as a challenge to European Nation-States, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 171-211 (com M. Gomes). - (2006) “Mobilité Géographique et Développement Local au Portugal” in Colloque International Population et Travail – Dynamiques Démographiques et Activités, organizado pela Associação Internacional dos Demógrafos de Lingua Françesa (AIDELF), Universidade de Aveiro, 18-22 de Setembro (com M. O. Barros Gonçalves) (www.aidelf.org). - (2007) "Travail et Circulations Migratoires – Le Portugal pays relais des migrations en Europe" in Mouhoud, E. M.; Oudinet, J. (dir.) L’Europe et ses Migrants – Ouverture ou Repli ?, Paris, L’Harmattan, pp. 215-270. - (2007) “Rôle économique des femmes dans la famille: le cas de chefs de famille en milieu urbain, au Brésil et au Portugal » in XI èmes Journées Internationales de Sociologie du Travail, « Restructuring, precarisation and value », London, Metropolitan University, Working Lives Research Institute, 20-22 de Junho (com N. Farias de Araújo), (www.jist2007.org/). - (2007) "Multiple Citizenship - Case-Studies Among Individual Citizens in Portugal" in P. Pitkanen; D. Kalekin-Fishman (eds.) Multiple State Membership and Citizenship in the Era of Transnational Migration, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 41-65 (com A. Teixeira, M. Pereira, M. Gonçalves). - (2007) « Diásporas, culturas e coesão social » in Bizarro, R. (coord.) Eu e o outro. Estudos multidisciplinares sobre identidade(s), diversidade(s) e práticas interculturais, Porto, Areal Editores, pp. 78-95. - (2007) "Imigração, Desenvolvimento e Competitividade em Portugal" in Revista Economia e Sociologia, nº 84, 2º semestre, pp. 71-108. - (2008) "Dual Citizenship, Governance and Education: Survey Among National Policy Makers and Authorities in Portugal" in D. Kalekin-Fishman; P. Pitkanen (eds.), An Emerging Institution ? Multiple Citizenship in Europe Views of Officials, Bern, Peter Lang Publishers, pp.187-222 (com A. Teixeira). - (2008) “Desafios à Europa no contexto da globalização – Gestão da diversidade e da educação nas sociedades multiculturais e do conhecimento” in Ramos, N. (coord.) Educação, Interculturalidade e Cidadania, Bucareste, ed. Milena Press, pp. 6-29. - (2008) "Globalização, Políticas Sociais e Multiculturalidade" in A. Rubim, N. Ramos (Org.) Estudos da Cultura no Brasil e em Portugal, Salvador, EDUFBA, pp. 145-182. - (2008) “Impactos demográficos e sociais das migrações internacionais em Portugal” in N. Ramos (Org.) Saúde, Migração e Interculturalidade. Perspectivas teóricas e práticas, João Pessoa, EDUFPB, pp. 11-44. - (2008) Economic migration and social cohesion – Migration économique et cohesion sociale, Strasbourg, Conseil de l’Europe, Comité Européen sur les Migrations. - (2008) "Mulheres Portuguesas na Diáspora - Inserção Laboral e Papel nas Redes Sociais", The Voice and Choice of Portuguese Women in the Diaspora – A vez e a voz da mulher portuguesa na diáspora: Macau e outros lugares – Actas do III Encontro Internacional, Universidade de Macau, pp. 313-338. - (2008) “Feminização das migrações internacionais e impactos nos países de origem e de acolhimento” in Congresso Feminista 2008, Sessão Temática Mulheres Migrantes, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 26-28 de Junho. - (2008) “Mulheres migrantes, mercado de trabalho e cidadania” in Seminário Internacional Fazendo género, Simpósio temático Relações de poder e género, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 25-28 de Agosto de 2008.- (2008) “Mobilités et cohésion sociale en Europe” in Colloque International des Sociologues de Langue Française, Les nouvelles configurations de la mobilité humaine, Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 26-28 de Novembro.



MARIA BEATRIZ ROCHA-TRINDADE, nascida em Faro, socióloga, é Doutorada pela Universidade de Paris V (Sorbonne) e Agregada pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH).
É Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou (1994) o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI, Unidade de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
É Consultor Científico do Museu da Emigração e das Comunidades de Fafe. Introduziu em Portugal o ensino da Sociologia das Migrações: Universidade Católica, no Curso de Teologia, 1994; a partir de 1996, na Universidade Aberta, a nível de Licenciatura e de Mestrado.
É autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações e é colaboradora habitual e referee de revistas científicas internacionais neste domínio.
É membro de diversas organizações científicas portuguesas e estrangeiras, designadamente, da Comissão Científica da Cátedra UNESCO sobre Migrações, da Universidade de Santiago de Compostela, Galiza. Como Professora Convidada, tem leccionado Cursos e Seminários na área da sua especialidade, na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), na Universidade de São Paulo/USP, na Universidade de La Plata (Argentina), entre outras.
É titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier, da Medalha de Mérito do Município de Fafe e da Grã­‑Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal. rochatrindade@hotmail.com















MARIA ROSA CALDEIRA SAMPAIO nasceu no Porto, onde continua a residir.
Na formação científica e académica destaca-se a Licenciatura em Jornalismo Internacional (Escola Superior de Jornalismo – Porto, tendo apresentado as monografias: “Comunicação e Cinema Português” “TV Privada em Portugal - As histórias que a Imprensa contou”. Participou, após selecção nacional, no “Marshall Memorial Fellowship Program”, promovido pelo German Marshall Fund of the United States, que decorreu nos EUA.
Realizou, entre outros cursos: Radiojornalismo e Telejornalismo e o Curso Livre de Medicina Legal para Jornalistas. Possui também o Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. É actualmente doutoranda na área de Ciências da Informação (A desenvolver investigação para elaboração de tese sobre Marketing e Comunicação Estratégica – A gestão da informação nas Autarquias Locais), 2007, Universidade Fernando Pessoa
Na área profissional foi jornalista de “O Comércio do Porto” (1988-2005), com a categoria profissional de Editora (secções Internacional e Economia); foi colaboradora da RTP no sector da Informação (1988-1990); professora na Escola Superior de Jornalismo (1987-1998) – leccionando a disciplina de Técnicas de Expressão Jornalística – Imprensa II; professora no Instituto Superior de Assistentes e Intérpretes – ISAI/Porto, leccionando a disciplina de Comunicação Social (1989-1991) e monitora de vários cursos/acções de formação promovidos pela ESJ. Foi assessora do Conselho de Administração da Empresa Herculano Alfaias Agrícolas SA (Oliveira de Azeméis), para assuntos de Imagem e é sócia-gerente da “Dignidade, Sociedade de Comunicação e Imagem, Lda.” (Desde 1998 e até ao presente), uma empresa especializada na comunicação empresarial, comunicação política e na gestão da imagem de pessoas e instituições, na organização e gestão de eventos e campanhas e na produção/edição de instrumentos de comunicação de índole diversificada, desde os mais tradicionais (revistas, livros, filmes – vídeo e DVD) ao mundo da informática interactiva, especialmente vocacionada para a educação e para a promoção turística junto de todas as faixas etárias.
Lecciona na Universidade Fernando Pessoa (disciplinas de Laboratório de Jornalismo e Imprensa, Rádio e Televisão) – desde 2006 até ao presente.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CV Prof.Doutora Maria da Conceição Ramos

Maria da Conceição P. Ramos
cramos@fep.up.pt
Faculdade de Economia - Universidade do Porto Instituição - Professora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). Formação - Doutorada em Ciência Económica - Economia dos Recursos Humanos e das Migrações Internacionais pela Universidade de Paris I, Sorbonne (1991) - Tese de Doutoramento "Marchés du Travail et Migrations Internationales: Croissance, Crise et Marché Unique. Cas du Portugal et de la France". - Mestrado em Economia dos Recursos Humanos pela Universidade de Paris I, Sorbonne, 1983 – Dissertação de Mestrado "La "seconde" génération ou les nouvelles générations? L' insertion des jeunes Portugais en France". - Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1980). Docência e investigação - As suas áreas de docência e pesquisa incluem os Recursos Humanos, Migrações Internacionais, Políticas Sociais, Economia e Sociedade Portuguesa e Integração Europeia. Sobre estas temáticas tem orientado numerosas teses sobre a diáspora portuguesa no mundo e sobre os estrangeiros em Portugal, organizado reuniões científicas nacionais e internacionais, realizado conferências e publicado no país e no estrangeiro (livros, capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais). Docência - Ensina na licenciatura, mestrado e doutoramento no país e no estrangeiro na área das migrações internacionais. Responsável na FEP pela disciplina "Economia das Migrações Internacionais" no Mestrado e Doutoramento em Economia. - Foi também responsável pela disciplina "Grandes Diásporas" no Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, Delegação Norte (Porto). - Responsável na Universidade do Porto por programas comunitários de mobilidade e formação de estudantes e professores (Tempus e Sócrates/Erasmus). Investigação - Investigadora no Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta. - Membro do Conselho Científico dos Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Brasil. - Tem coordenado projectos científicos internacionais financiados por instituições e organismos internacionais, nomeadamente a Comissão Europeia, nos domínios das Migrações, Emprego, Educação, Saúde, Cidadania e Integração Europeia entre os quais: “Intégration Régionale, Migrations et Emploi: une comparaison Europe-États-Unis” (2000-2003), MIRE, Paris; “Dual Citizenship, Governance and Education – a challenge to the European Nation State” (2002-2006), Comissão Europeia, Bruxelas; “Migrações e Saúde em Contexto Português e Brasileiro” (2005-2007), GRICES/CAPES, Portugal/Brasil. - Tem organizado reuniões científicas em Portugal e no estrangeiro sobre Migrações, Questões Sociais, Culturais e Educacionais e Relações de Poder e Género. Actividades de Consultoria - Consultora da OCDE e do Conselho da Europa na área das Migrações Internacionais. Outras Actividades de Direcção – Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Doutorados em França (APDF). Algumas Publicações Científicas sobre Migrações publicadas nos últimos anos - (1999) La Diaspora Portugaise et la diversité de ses formes d’insertion dans les pays d’accueil, Paris, OCDE. - (2000) "Economic integration of Portugal in the European Union: effect on direct investment, migration and employment" in Globalisation, Migration and Development, Paris, OECD, pp. 158-179. - (2001) "Dinamiche Economiche Nell’ Europa Dell’ Euro, Immigrazione e Lavoro", in Sommmo, L. e Campani, G. (dir.) L’Euro - Scenari Economici e Dimensione Simbolica, Milão, Guerini Studio, pp. 101-118. - (2002) “Immigration, droits de l’homme et construction européenne”, Revista Dialogos, nº 5, ed. ASE, Bucareste, pp. 23-26. - (2003) "Dinâmicas e estratégias socioeconómicas relativas à emigração portuguesa" in Alves, J. et al., Porto de Partida – Porto de Chegada. A Emigração Portuguesa, Lisboa, Âncora Editora, pp. 57-78. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe” in Mouhoud, E. M. ; Oudinet, J. (dir.) Les dynamiques migratoires dans l’Union Européenne – Ajustements sur les marchés du travail et comparaison Europe/Etats-Unis, Paris, CEPN/CNRS, pp. 194-313 (col. de H. Diogo). - (2003) “Intervenção social em contexto intercultural” in Acção Social na Área do Emprego e da Formação Profissional, Lisboa, ed. Universidade Aberta, pp. 262-280. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe”, Revue Migrations – Études, nº 116, août-sept, Direction de la Population e des Migrations (DPM), Paris, ed. ADRI, pp. 1-16. - (2004) «Nouvelles dynamiques migratoires au Portugal et processus d’intégration», Revue Française des Affaires Sociales, nº 2, avril-juin, Paris, Ministère de l’Emploi et de la Solidarité, pp. 111-144. - (2005) «Le Portugal, de l’Emigration à l’Immigration », Revue Santé, Société et Solidarité, «Immigration et Intégration», nº1, Québec, pp. 203-215. - (2005) "Dupla Cidadania, Governação e Educação: um Desafio para o Estado Nação Europeu", Revista Portuguesa de Pedagogia, ano 39, nº 1, Universidade de Coimbra, pp. 240-245. - (2005) "Espaços de Cidadania – do Local ao Global. Contributos para a Educação" in Lemos, E. Sande (coord.) Ensinar Geografia na Sociedade do Conhecimento, Lisboa, Associação de Professores de Geografia, pp. 267-276 (com M. O. Barros Gonçalves). - (2005) "Dual/Multiple Citizenship in Portugal" in Schröter, Y., Mengelkamp, Ch.; Jäger, R.(ed.) Doppelte Staatsburgerschaft, Landau, Verlag Empirische Padagogik, pp. 309-335 (com M. Gomes). - (2005) "Immigration in the Portuguese Demography and Some Impacts of Emigration and Return" in Dienel, Ch. (Hrsg.) Abwanderung, Geburtenruckgang und Regionale Entwicklung, Wiesbaden, VS VERLAG, pp. 305-323. - (2005) "Immigration, Construction Européenne et Globalisation" in Economie Teoreticã si Aplicatã, vol. I, Universitatea Romãno Americãna, Bucuresti, Universul Juridic, pp. 363-392. - (2006) « Dual citizenship, governance and education : the situation in Portugal » in Kalekin-Fishman, D. ; Pitkanen, P. (eds) Multiple citizenship as a challenge to European Nation-States, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 171-211 (com M. Gomes). - (2006) “Mobilité Géographique et Développement Local au Portugal” in Colloque International Population et Travail – Dynamiques Démographiques et Activités, organizado pela Associação Internacional dos Demógrafos de Lingua Françesa (AIDELF), Universidade de Aveiro, 18-22 de Setembro (com M. O. Barros Gonçalves) (www.aidelf.org). - (2007) "Travail et Circulations Migratoires – Le Portugal pays relais des migrations en Europe" in Mouhoud, E. M.; Oudinet, J. (dir.) L’Europe et ses Migrants – Ouverture ou Repli ?, Paris, L’Harmattan, pp. 215-270. - (2007) “Rôle économique des femmes dans la famille: le cas de chefs de famille en milieu urbain, au Brésil et au Portugal » in XI èmes Journées Internationales de Sociologie du Travail, « Restructuring, precarisation and value », London, Metropolitan University, Working Lives Research Institute, 20-22 de Junho (com N. Farias de Araújo), (www.jist2007.org/). - (2007) "Multiple Citizenship - Case-Studies Among Individual Citizens in Portugal" in P. Pitkanen; D. Kalekin-Fishman (eds.) Multiple State Membership and Citizenship in the Era of Transnational Migration, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 41-65 (com A. Teixeira, M. Pereira, M. Gonçalves). - (2007) « Diásporas, culturas e coesão social » in Bizarro, R. (coord.) Eu e o outro. Estudos multidisciplinares sobre identidade(s), diversidade(s) e práticas interculturais, Porto, Areal Editores, pp. 78-95. - (2007) "Imigração, Desenvolvimento e Competitividade em Portugal" in Revista Economia e Sociologia, nº 84, 2º semestre, pp. 71-108. - (2008) "Dual Citizenship, Governance and Education: Survey Among National Policy Makers and Authorities in Portugal" in D. Kalekin-Fishman; P. Pitkanen (eds.), An Emerging Institution ? Multiple Citizenship in Europe Views of Officials, Bern, Peter Lang Publishers, pp.187-222 (com A. Teixeira). - (2008) “Desafios à Europa no contexto da globalização – Gestão da diversidade e da educação nas sociedades multiculturais e do conhecimento” in Ramos, N. (coord.) Educação, Interculturalidade e Cidadania, Bucareste, ed. Milena Press, pp. 6-29. - (2008) "Globalização, Políticas Sociais e Multiculturalidade" in A. Rubim, N. Ramos (Org.) Estudos da Cultura no Brasil e em Portugal, Salvador, EDUFBA, pp. 145-182. - (2008) “Impactos demográficos e sociais das migrações internacionais em Portugal” in N. Ramos (Org.) Saúde, Migração e Interculturalidade. Perspectivas teóricas e práticas, João Pessoa, EDUFPB, pp. 11-44. - (2008) Economic migration and social cohesion – Migration économique et cohesion sociale, Strasbourg, Conseil de l’Europe, Comité Européen sur les Migrations. - (2008) "Mulheres Portuguesas na Diáspora - Inserção Laboral e Papel nas Redes Sociais", The Voice and Choice of Portuguese Women in the Diaspora – A vez e a voz da mulher portuguesa na diáspora: Macau e outros lugares – Actas do III Encontro Internacional, Universidade de Macau, pp. 313-338. - (2008) “Feminização das migrações internacionais e impactos nos países de origem e de acolhimento” in Congresso Feminista 2008, Sessão Temática Mulheres Migrantes, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 26-28 de Junho. - (2008) “Mulheres migrantes, mercado de trabalho e cidadania” in Seminário Internacional Fazendo género, Simpósio temático Relações de poder e género, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 25-28 de Agosto de 2008.- (2008) “Mobilités et cohésion sociale en Europe” in Colloque International des Sociologues de Langue Française, Les nouvelles configurations de la mobilité humaine, Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 26-28 de Novembro.


CV Resumido Maria da Conceição P. Ramos
cramos@fep.up.pt
Faculdade de Economia - Universidade do Porto Rua Dr. Roberto Frias - 4200-464 Porto Instituição - Professora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). Formação - Doutorada em Ciência Económica - Economia dos Recursos Humanos e das Migrações Internacionais pela Universidade de Paris I, Sorbonne (1991) - Tese de Doutoramento "Marchés du Travail et Migrations Internationales: Croissance, Crise et Marché Unique. Cas du Portugal et de la France". - Mestrado em Economia dos Recursos Humanos pela Universidade de Paris I, Sorbonne, 1983 – Dissertação de Mestrado "La "seconde" génération ou les nouvelles générations? L' insertion des jeunes Portugais en France". - Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1980). Docência e investigação - As suas áreas de docência e pesquisa incluem os Recursos Humanos, Migrações Internacionais, Políticas Sociais, Economia e Sociedade Portuguesa e Integração Europeia. Sobre estas temáticas tem orientado numerosas teses sobre a diáspora portuguesa no mundo e sobre os estrangeiros em Portugal, organizado reuniões científicas nacionais e internacionais, realizado conferências e publicado no país e no estrangeiro (livros, capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais). Docência - Ensina na licenciatura, mestrado e doutoramento no país e no estrangeiro na área das migrações internacionais. Responsável na FEP pela disciplina "Economia das Migrações Internacionais" no Mestrado e Doutoramento em Economia. - Foi também responsável pela disciplina "Grandes Diásporas" no Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, Delegação Norte (Porto). - Responsável na Universidade do Porto por programas comunitários de mobilidade e formação de estudantes e professores (Tempus e Sócrates/Erasmus). Investigação - Investigadora no Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta. - Membro do Conselho Científico dos Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Brasil. - Tem coordenado projectos científicos internacionais financiados por instituições e organismos internacionais, nomeadamente a Comissão Europeia, nos domínios das Migrações, Emprego, Educação, Saúde, Cidadania e Integração Europeia entre os quais: “Intégration Régionale, Migrations et Emploi: une comparaison Europe-États-Unis” (2000-2003), MIRE, Paris; “Dual Citizenship, Governance and Education – a challenge to the European Nation State” (2002-2006), Comissão Europeia, Bruxelas; “Migrações e Saúde em Contexto Português e Brasileiro” (2005-2007), GRICES/CAPES, Portugal/Brasil. - Tem organizado reuniões científicas em Portugal e no estrangeiro sobre Migrações, Questões Sociais, Culturais e Educacionais e Relações de Poder e Género. Actividades de Consultoria - Consultora da OCDE e do Conselho da Europa na área das Migrações Internacionais. Outras Actividades de Direcção – Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Doutorados em França (APDF). Algumas Publicações Científicas sobre Migrações publicadas nos últimos anos - (1999) La Diaspora Portugaise et la diversité de ses formes d’insertion dans les pays d’accueil, Paris, OCDE. - (2000) "Economic integration of Portugal in the European Union: effect on direct investment, migration and employment" in Globalisation, Migration and Development, Paris, OECD, pp. 158-179. - (2001) "Dinamiche Economiche Nell’ Europa Dell’ Euro, Immigrazione e Lavoro", in Sommmo, L. e Campani, G. (dir.) L’Euro - Scenari Economici e Dimensione Simbolica, Milão, Guerini Studio, pp. 101-118. - (2002) “Immigration, droits de l’homme et construction européenne”, Revista Dialogos, nº 5, ed. ASE, Bucareste, pp. 23-26. - (2003) "Dinâmicas e estratégias socioeconómicas relativas à emigração portuguesa" in Alves, J. et al., Porto de Partida – Porto de Chegada. A Emigração Portuguesa, Lisboa, Âncora Editora, pp. 57-78. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe” in Mouhoud, E. M. ; Oudinet, J. (dir.) Les dynamiques migratoires dans l’Union Européenne – Ajustements sur les marchés du travail et comparaison Europe/Etats-Unis, Paris, CEPN/CNRS, pp. 194-313 (col. de H. Diogo). - (2003) “Intervenção social em contexto intercultural” in Acção Social na Área do Emprego e da Formação Profissional, Lisboa, ed. Universidade Aberta, pp. 262-280. - (2003) “Le Portugal, pays relais de la migration en Europe”, Revue Migrations – Études, nº 116, août-sept, Direction de la Population e des Migrations (DPM), Paris, ed. ADRI, pp. 1-16. - (2004) «Nouvelles dynamiques migratoires au Portugal et processus d’intégration», Revue Française des Affaires Sociales, nº 2, avril-juin, Paris, Ministère de l’Emploi et de la Solidarité, pp. 111-144. - (2005) «Le Portugal, de l’Emigration à l’Immigration », Revue Santé, Société et Solidarité, «Immigration et Intégration», nº1, Québec, pp. 203-215. - (2005) "Dupla Cidadania, Governação e Educação: um Desafio para o Estado Nação Europeu", Revista Portuguesa de Pedagogia, ano 39, nº 1, Universidade de Coimbra, pp. 240-245. - (2005) "Espaços de Cidadania – do Local ao Global. Contributos para a Educação" in Lemos, E. Sande (coord.) Ensinar Geografia na Sociedade do Conhecimento, Lisboa, Associação de Professores de Geografia, pp. 267-276 (com M. O. Barros Gonçalves). - (2005) "Dual/Multiple Citizenship in Portugal" in Schröter, Y., Mengelkamp, Ch.; Jäger, R.(ed.) Doppelte Staatsburgerschaft, Landau, Verlag Empirische Padagogik, pp. 309-335 (com M. Gomes). - (2005) "Immigration in the Portuguese Demography and Some Impacts of Emigration and Return" in Dienel, Ch. (Hrsg.) Abwanderung, Geburtenruckgang und Regionale Entwicklung, Wiesbaden, VS VERLAG, pp. 305-323. - (2005) "Immigration, Construction Européenne et Globalisation" in Economie Teoreticã si Aplicatã, vol. I, Universitatea Romãno Americãna, Bucuresti, Universul Juridic, pp. 363-392. - (2006) « Dual citizenship, governance and education : the situation in Portugal » in Kalekin-Fishman, D. ; Pitkanen, P. (eds) Multiple citizenship as a challenge to European Nation-States, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 171-211 (com M. Gomes). - (2006) “Mobilité Géographique et Développement Local au Portugal” in Colloque International Population et Travail – Dynamiques Démographiques et Activités, organizado pela Associação Internacional dos Demógrafos de Lingua Françesa (AIDELF), Universidade de Aveiro, 18-22 de Setembro (com M. O. Barros Gonçalves) (www.aidelf.org). - (2007) "Travail et Circulations Migratoires – Le Portugal pays relais des migrations en Europe" in Mouhoud, E. M.; Oudinet, J. (dir.) L’Europe et ses Migrants – Ouverture ou Repli ?, Paris, L’Harmattan, pp. 215-270. - (2007) “Rôle économique des femmes dans la famille: le cas de chefs de famille en milieu urbain, au Brésil et au Portugal » in XI èmes Journées Internationales de Sociologie du Travail, « Restructuring, precarisation and value », London, Metropolitan University, Working Lives Research Institute, 20-22 de Junho (com N. Farias de Araújo), (www.jist2007.org/). - (2007) "Multiple Citizenship - Case-Studies Among Individual Citizens in Portugal" in P. Pitkanen; D. Kalekin-Fishman (eds.) Multiple State Membership and Citizenship in the Era of Transnational Migration, Rotterdam, Sense Publishers, pp. 41-65 (com A. Teixeira, M. Pereira, M. Gonçalves). - (2007) « Diásporas, culturas e coesão social » in Bizarro, R. (coord.) Eu e o outro. Estudos multidisciplinares sobre identidade(s), diversidade(s) e práticas interculturais, Porto, Areal Editores, pp. 78-95. - (2007) "Imigração, Desenvolvimento e Competitividade em Portugal" in Revista Economia e Sociologia, nº 84, 2º semestre, pp. 71-108. - (2008) "Dual Citizenship, Governance and Education: Survey Among National Policy Makers and Authorities in Portugal" in D. Kalekin-Fishman; P. Pitkanen (eds.), An Emerging Institution ? Multiple Citizenship in Europe Views of Officials, Bern, Peter Lang Publishers, pp.187-222 (com A. Teixeira). - (2008) “Desafios à Europa no contexto da globalização – Gestão da diversidade e da educação nas sociedades multiculturais e do conhecimento” in Ramos, N. (coord.) Educação, Interculturalidade e Cidadania, Bucareste, ed. Milena Press, pp. 6-29. - (2008) "Globalização, Políticas Sociais e Multiculturalidade" in A. Rubim, N. Ramos (Org.) Estudos da Cultura no Brasil e em Portugal, Salvador, EDUFBA, pp. 145-182. - (2008) “Impactos demográficos e sociais das migrações internacionais em Portugal” in N. Ramos (Org.) Saúde, Migração e Interculturalidade. Perspectivas teóricas e práticas, João Pessoa, EDUFPB, pp. 11-44. - (2008) Economic migration and social cohesion – Migration économique et cohesion sociale, Strasbourg, Conseil de l’Europe, Comité Européen sur les Migrations. - (2008) "Mulheres Portuguesas na Diáspora - Inserção Laboral e Papel nas Redes Sociais", The Voice and Choice of Portuguese Women in the Diaspora – A vez e a voz da mulher portuguesa na diáspora: Macau e outros lugares – Actas do III Encontro Internacional, Universidade de Macau, pp. 313-338. - (2008) “Feminização das migrações internacionais e impactos nos países de origem e de acolhimento” in Congresso Feminista 2008, Sessão Temática Mulheres Migrantes, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 26-28 de Junho. - (2008) “Mulheres migrantes, mercado de trabalho e cidadania” in Seminário Internacional Fazendo género, Simpósio temático Relações de poder e género, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 25-28 de Agosto de 2008. - (2008) “Mobilités et cohésion sociale en Europe” in Colloque International des Sociologues de Langue Française, Les nouvelles configurations de la mobilité humaine, Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 26-28 de Novembro.

sábado, 12 de setembro de 2009

NOTA INTRODUTÓRIA

O Encontro "Cidadãs da Diáspora" decorreu em dois espaços diferentes:
- Em Espinho, no Centro Multimeios, de 6 a 8 de Março, como previsto, após a realização das reuniões preparatórias em Buenos Aires (2005), Estocolmo (2006), Toronto (2007) Joanesburgo e Berkeley (2008) - os chamados "Encontros para a Cidadania - A Igualdade entre Mulheres e Homens " - que nele tiveram o seu epílogo;
-E num blogue criado em Dezembro de 2008, pela Associação "Mulher Migrante", para abrir o debate, através da internet, ao longo de muitos meses, antes e depois daqueles três dia de Março de 2009, a todos os que quisessem participar, a partir de qualquer ponto do globo, de qualquer comunidade da Diáspora, enviando os seus textos, os seus comentários, as suas saudações.
E, por isso, decidimos editar duas publicações geminadas:

Uma, "CIDADÃS DA DiÁSPORA - ENCONTRO EM ESPINHO", contendo as intervenções da Dr.ª Maria Barroso, Presidente de Honra dos "Encontros", do Secretários de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. Jorge Lacão, do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. António Braga, e as comunicações de conferencistas e oradores dos paineis;
Outra, com o título " MULHERES MIGRANTES - CONGRESSO ONLINE", onde se dão a conhecer os contributos dos "congressistas " do blogue, muitos dos quais estiveram, também, presentes em Espinho.

Aqui transcrevemos, na íntegra, textos de uma grande valia científica, escritos por quase todos os conferenciastas do Encontro de Espinho, que já foi chamada "uma verdadeira cimeira" dos maiores especialistas portugueses neste domínio.
Aqui deixamos o registo possível, embora, sabemo-lo bem, incompleto de diálogos, de testemunhos, de ensinamentos, de aprendizagens individuais no conhecimento de uma realidade ainda insuficintemente estudada - a das migrações femininas, no nosso tempo - e também a memória de vivências, de partilha de experiências e de aspirações, de amizades que se aprofundaram, de vontades de articular formas de colaboração futura.
Aqui manifestamos o propósito de converter esta simples publicação em instrumento de dinamização das recomendações e dos programas de acção resultantes de um trabalho de muitos anos da Associação "Mulher Migrante", pois a sua apresentação pública será feita em múltiplos "reencontros", no modelo de seminários ou colóquios, a fim de relançar o debate de ideias e a mobilização na luta pela igualdade, ainda por conseguir plenamente.
Como dissemos, na sessão de abertura dos trabalhos, com o Encontro de Espinho se encerra um ciclo, mas não se esgota o projecto que nos move. Esse é para continuar.

Maria Manuela Aguiar

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Maria Rosa Sampaio MULHERES, POLÍTICA E SOCIEDADE

O problema da desigualdade entre homens e mulheres é uma questão estrutural.
Na política – em Portugal - há um abismo que nenhuma Lei da Paridade, por si só, será capaz de resolver.É uma questão cultural, de mentalidades. A política, como o poder em geral, permanece masculinizada, criou vícios de funcionamento na gestão que ameaçam eternizar-se e dificultam a participação das mulheres. Tudo isto, sabemos bem, é fruto de uma herança histórica da qual ainda não nos livrámos. Mas a realidade está a mudar – é verdade que sim – mas está a mudar lentamente e está claramente desfasada de outras realidades, com prejuízo para as regiões e para o país.Mas existe uma forma feminina de fazer política?Claro que as mulheres têm uma perspectiva própria em muitos aspectos, uma sensibilidade eventualmente maior em algumas áreas. Mas a governação, embora marcada pelo líder, é sempre feita em equipa e essa equipa é, ou deve ser, formada por homens e mulheres, de forma equitativa.Eu acredito na equidade e na participação.Se pensarmos bem, estamos, ao excluir ou marginalizar as mulheres, a desperdiçar recursos e a empobrecer as equipas governativas, seja qual for o órgão.Os desequilíbrios nunca foram sinónimos de vantagem. A vantagem reside no equilíbrio – de sexos também -, na diversidade, no aproveitamento dos talentos, dos recursos, das capacidades, das competências e das experiências.Seja qual for a ideologia, nenhuma faz a apologia da pobreza. A masculinização da política, seja onde for, significa o empobrecimento das ideias, das competências e das capacidades.Não tenho dúvidas de que um país é mais bem gerido quando os dois géneros partilham as responsabilidades.O contrário é o nonsense, ou seja, o disparate, levado ao extremo.Os homens são parte de um todo, por acaso a parte menor (em número), se falarmos da humanidade.Todos nos lembramos ainda da Declaração de Atenas, assinada em Novembro de 1992, posteriormente aprovada, por unanimidade na Assembleia da República, em Março do ano seguinte.Recordo os cinco os argumentos avançados em defesa da participação das mulheres:1. A igualdade formal e informal entre Mulheres e Homens é um direito fundamental da pessoa Humana;2. As mulheres representam mais de metade da população e a igualdade pressupõe a paridade na representação e administração das Nações;3. As mulheres representam mais de metade dos recursos potenciais da humanidade e a sua subrepresentação no processo da tomada de decisão constitui uma perda para o conjunto da sociedade;4. A subrepresentação das mulheres no processo da tomada de decisão impede que sejam plenamente tidos em consideração os interesses e as necessidades do conjunto da população;5. Uma participação equilibrada de mulheres e homens no processo de tomada de decisão poderia fazer surgir diferentes ideias, valores e estilos de comportamento, tendo em vista um mundo mais justo e equilibrado para todos, mulheres e homens.Mas o que mudou, em Portugal, desde essa altura:Para a presidência das câmaras municipais em Portugal Continental, em 2005, elegeram-se 16 mulheres e 262 homens. É a diferença de 5,8% para 94,2%. Evoluímos 4 décimas desde 2001, com a eleição de mais uma mulher.Numa análise mais detalhada, por distritos, verifica-se que a situação do Norte é reveladora. Em 2005, no distrito de Viana do Castelo elegeu-se uma mulher.O distrito do Porto elegeu outra presidente.As outras 14 autarcas estão nos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Coimbra, Faro, Portalegre, Viseu, Leiria, Lisboa e Santarém.Há uma total ausência de mulheres como presidentes nos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Évora, Guarda e Vila Real.Nos Açores foram eleitas 3 mulheres. A Madeira não elegeu nenhuma mulher.São valores extremamente baixos.Mas, no Governo, o exemplo não é melhor.No actual Governo, a presença de mulheres é apenas de 11%, correspondente em valor absoluto a 6 mulheres. Já a presença masculina, num total de 47, ocupa 89% dos cargos. Fica assim evidente a grande desigualdade entre os níveis de presença de mulheres e homens.Considerando os 4 Governos anteriores, não se foi além dos 14%. São níveis muito distantes de uma possível paridade na ocupação dos cargos.Na Assembleia da República, dos 230 deputadas/os eleitos, a presença de deputadas é de cerca de 26%, correspondendo a pouco mais de um quarto do total de membros, embora se verifique uma tendência crescente da presença feminina desde 1991.A Presidência da República, nunca foi ocupada por uma mulher, embora desde 1974, tenham sido abolidas todas as restrições baseadas no sexo quanto à capacidade eleitoral das cidadãs e cidadãos.Só uma mulher, até agora, ousou candidatar-se ao cargo, Maria de Lourdes Pintassilgo, que se candidatou à presidência em 1985, mas não chegou à segunda volta.Se olharmos para as universidades, onde está a cultura, a inovação, a qualificação, as competências activas; o cenário é diferente. Há cada vez mais mulheres formadas, detentoras de competências de ponta.Isto entre os formandos, mas já não nos órgãos de decisão, sejam eles as Reitorias, os Conselhos Directivos, Científicos e Pedagógicos.Sendo as mulheres metade da humanidade, são também portadoras de metade dos talentos e das capacidades. Excluí-las é sinónimo de pouca inteligência e de desperdício. Ora o desperdício, seja em que sector for, não gera mais-valias, nem pode manter-se. Tão-pouco é defensável.Mas há outros dados preocupantes que não podemos ignorar e que quero partilhar convosco: Segundo um estudo da Universidade de Coimbra, em 2006, mais de um quarto das mulheres portuguesas são inteiramente dependentes do rendimento dos seus companheiros.Segundo dados do INE, relativos a 2007, mais de 2,8 milhões de mulheres portuguesas encontram-se inactivas, um número que não abrange as desempregadas. Quase dez por cento (225 mil) têm entre 25 e 44 anos.Do total de inactivas (um conceito que inclui estudantes, domésticas e reformadas), mais de meio milhão são donas de casa.Os dados do INE, referentes ao ano passado, revelam que os homens ganham, em média, mais 137 euros do que as mulheres, uma diferença que aumenta com a qualificação profissional. Entre os quadros superiores da Administração Pública e dirigentes de empresas, as mulheres ganham, em média, 1.396 euros, menos 345 do que os colegas do sexo masculino.Já nas profissões intelectuais e científicas, elas são penalizadas em 296 euros. Quando se trata de trabalho não qualificado, a diferença fica-se pelos 134 euros, em média.Embora tenha vencimentos mais baixos, a população feminina é mais qualificada: no último trimestre de 2007, mais de 430 mil mulheres com formação superior estavam integradas no mercado de trabalho, para apenas 311 mil homens.

Manuela Baptista da Rosa A INTEGRACÃO DA MULHER PORTUGUESA NA ÁFRICA DO SUL

Através dos contactos que tenho tido com a comunidade em geral, e com a feminina, mais em particular, e com todo o Associativismo na África do Sul, aprendi a viver a sentir muitos dos seus problemas.
A Mulher, parte do agregado familiar, ao sair de Portugal, por circunstâncias várias, trouxe consigo dois grandes anseios:
1º Ajudar a família a vencer na vida.
2º Poder um dia voltar às suas origens, à sua aldeia, aos seus familiares.
Com estes anseios acompanhou o marido e enfrentaram juntos grandes dificuldades, desde as económicas, linguísticas, aos diferentes costumes e tradições as condições de trabalho e as práticas religiosas e até mesmo as condições climáticas.
O emigrante ao chegar aos países de acolhimento tentou minimizar o seu isolamento agrupando-se para fundar associações relacionadas com a sua identificação de origem e clubista para assim falar na sua própria língua, das memórias e da saudade de tudo o que ficara para trás - a paisagem, os seus familiares, o seu clube preferido, as festas, as romarias, etc.
O casal chegou na flor da idade com uma esperança dominante de realizar rapidamente os seus sonhos, mas que, de uma maneira geral, nem sempre conseguiu tão facilmente.
Sabemos que as memórias do passado colectivo, garantem a continuidade de um ser, mas na situação do emigrante, estas memórias são muito mais acutilantes.
O emigrante criou verdadeiros monumentos - padrões de portugalidade neste país - criou escolas, ranchos folclóricos, organizações de solidariedade social, encontros gastronómicos e culturais para assim se identificar. Hoje muitas destas associações estão a sofrer por falta de assiduidade relacionada com os movimentos migratórios da comunidade e por vezes por falta de interesse da juventude e problemas de gestão.
E agora pergunto eu:
Qual é o papel da mulher em todo este percurso?
A mulher, a esposa, a mãe, a dona de casa, a operária, a empregada que ao lado do marido trabalha e trabalhou no comércio e nas fazendas, e que lado a lado lutou para que a associação por ela criada, pudesse crescer e desenvolver, estava votada ao esquecimento, tinha um papel secundário nesse sector, com as tarefas mais duras e desgastantes nas cozinhas, nas limpezas, sem nada reclamar e sem nunca ser incluída nos corpos directivos das mesmas organizações.
O emigrante português trouxe consigo a sua identificação e pertença, mas o modelo patriarcal como fora criado, estava bem arreigado no seu ser - até mesmo hoje nos seus descendentes. Dificilmente aceitou uma mulher como presidente da associação a que pertence. No entanto, estas ideias têm-se atenuado um pouco ao longo dos tempos. Em algumas instâncias, infelizmente muito poucas, a mulher portuguesa de hoje já não é só reconhecida pelo seu impecável papel de mãe e de dona de casa, é um elemento integrado na vida social, económica, política (neste sentido ainda tem muito para lutar), desportiva e cultural na África do Sul, (principalmente as camadas mais jovens), mas com uma sensibilidade superior que a distingue do homem!
Como dirigente tem dado provas de grande responsabilidade e competência, muito em especial na integração da juventude nas associações, com actividades que atraem jovens de ambos os sexos.

O NASCIMENTO DA LIGA
Um grupo de mulheres portuguesas sensível ao isolamento de muitas das nossas conterrâneas (temos que recordar aqui que não havia na altura qualquer acesso televisivo em língua portuguesa), formou-se 1988 a Liga da Mulher Portuguesa na África do Sul, com o lema "Contribuindo para um mundo melhor".
É uma organização com múltiplos objectivos entre eles promover a coesão das mulheres portuguesas, promover, desenvolver e preservar a cultura e tradições portuguesas através da divulgação e discussão dos mais variados tópicos assim como a mulher no seu desenvolvimento individual, defender os seus direitos e sempre que necessário, actuar em sua defesa, dos seus filhos e de toda a sua família.
Nesse ano criaram-se os Estatutos. A 20 de Maio de 1989 realiza-se a 1ª reunião pública à qual aderem cerca de 230 mulheres portuguesas, no Hotel Boulevard da mesma cidade. Dois anos mais tarde formam-se as filiais de Durban, Cidade do Cabo e Rustenberg.
Através da Liga, fomentou-se ainda a integração da mulher com outras comunidades tornando-se mais sensível e conhecedora dos problemas que a rodeiam, e mais consciente do seu papel neste país visto enfrentar problemas comuns.
Estes convívios são um manancial de enriquecimento cultural e colaboração, outro dos objectivos da Liga da Mulher.
A identidade de um povo está ligada à sua língua e cultura e nesse sentido, a Liga luta pela defesa contínua desses ideais. Como mãe e educadora, a mulher é a pessoa certa para transmitir esses nobres valores a toda a família.
Acreditamos que educar uma mulher é educar uma sociedade.
Enquanto que a sociedade portuguesa em Portugal, e a nível Europeu, evoluiu em termos do papel e importância da mulher nas várias facetas da sociedade (o que aliás é a situação que actualmente vivemos também na sociedade sul africana na nova e democrática África do Sul) este não é o caso propriamente dito na sociedade emigrante portuguesa neste país. Nota-se a existência de uma separação entre as 1as. e 2as. gerações a que me referi no início desta apresentação e as chamadas 3as. e 4as. gerações ou seja - jovens mulheres já nascidas neste país e que vivem portanto num mundo de dualidade - um existir patriarcal arreigado no seio familiar - de pais e avós - e uma maior abertura na sociedade em geral em que estão inseridas, que é a sociedade que profissionalmente lhe vai assegurar o futuro - seu e da sua família.
O que acontece é que estas jovens acabam por não se identificarem com estes valores ultrapassados da sociedade portuguesa neste país e estão a perder o contacto com a língua portuguesa.
A Liga continua na sua luta pela valorização da comunidade. Procuramos soluções para as gerações mais jovens, e acreditamos que este congresso poderá ser um manancial de ideias e experiências noutros países da diáspora.
Foi o último Encontro para a Cidadania - Congresso da Mulher Migrante na África do Sul, que incentivou um sonho antigo que tenta dar resposta à situação em que se encontram as primeiras gerações .Assim, ao comemorar os seus 20 anos de existência na África do Sul (a 7 de Dezembro de 2008) e atenta ao facto de que o grupo das 1as gerações está numa nova etapa da sua vida, a Liga está a desenvolver um projecto de criação de uma universidade sénior que se chama Boa Esperança por acreditarmos que trará mais confiança e ânimo aos seus alunos como o dobrar do Cabo trouxe aos marinheiros portugueses em 1488.
A universidade sénior portuguesa está a suscitar grande entusiasmo na África do Sul e confiamos que dará boas oportunidades a todos, principalmente aqueles que pela sua condição de vida têm mais tempo disponível para dar e receber novos conhecimentos. Força porque ainda somos úteis! A universidade é um espaço privilegiado para cada qual poder partilhar a sua experiência os seus conhecimentos e talentos. Apesar de já existirem universidades seniores na África do Sul justifica-se esta em português pois a comunidade lusófona da classe etária para a qual a universidade sénior se dirige isolou-se ao nível da língua e do convívio porque as prioridades inicialmente eram outras.
A propósito da universidade sénior, mencionei o último Congresso da Mulher Migrante realizado na África do Sul e trago-vos, em nome da Liga da Mulher Portuguesa na África do Sul, algumas impressões sobre este evento.

ENCONTROS PARA A CIDADANIA - ÁFRICA DO SUL
Honrou-nos com a sua presença um grupo de ilustres visitantes, nomeadamente a Sra. Dra. Maria Barroso, a Sra. Dra. Manuela Aguiar, a Sra. Dra. Rita Gomes, a Sra. Dra. Beatriz Rocha Trindade, a Sra. D. Carol Marques, a Sra. Dra. Vera Moreno e a Sra. Dra. Graça Guedes, todas pertencentes a Associação Mulher Migrante.
Estes membros da Associação Mulher Migrante apresentaram os diversos temas e foram moderadoras das intervenções a nível local.
Além do sacrifício de uma viagem de tantas horas de avião, estas Mulheres Extraordinárias trouxeram consigo, ensinamentos profundos, baseados na sua vasta experiência de trabalho com a Mulher Migrante no Mundo. Trouxeram também consigo, calor humano, amizade, simpatia e interesse pela causa da Mulher particularmente da Mulher Migrante. Trouxeram também algo de maravilhoso que foi a nossa Língua.
Foi tão bom ouvir falar bom Português! Adoramos estar convosco.
Nas várias sessões de trabalho foram partilhadas vivências e situações de outras Comunidades Migrantes Portuguesas e não só, que nos mostraram que muitos dos problemas e desafios que enfrentamos não são únicos a nossa Comunidade, mas verificam-se quase a nível geral de Migração.
Reiteraram os problemas que as mulheres ainda encontram no mundo actual devido à desigualdade de género e crenças e práticas culturais de discriminação.
Foram discutidos aspectos de identificação e de pertença como factores importantes na dinâmica integracional da mulher migrante nas comunidades de acolhimento.
Foram também focados o papel da mulher no trabalho e no associativismo e a sua contribuição não só para a sua comunidade mas também para o enriquecimento da comunidade de acolhimento.
Falou-se ainda do percurso da mulher no ensino escolar e universitário que tem vindo a melhorar com as novas gerações e verificou-se também que a participação da mulher no desporto é uma realidade cada vez maior e que a mulher é capaz de grandes conquistas nesta área.
Por outro lado, os Encontros, facultaram a um grupo de mulheres na África do Sul a oportunidade de dialogarem umas com as outras e partilharem assuntos de interesse comum ficando também mais esclarecidas sobre vários aspectos relacionados com a sua condição de Mulher Migrante.

ENCONTROS PARA A CIDADANIA – CONCLUSÄO
Os encontros para a cidadania que são encerrados neste Congresso, e que ao longo destes 4 anos se realizaram nos diferentes países da diáspora, com o maior sucesso, foram um alerta à Mulher Migrante da sua importância, do seu papel como cidadã portuguesa, como cidadã do mundo! Tornar a mulher mais consciente, mais conhecedora dos seus direitos e deveres, no mundo em que está integrada.
A mulher não pode ficar alheia aos problemas sejam eles ligados à família, à economia ou à política! Tudo está interligado! A mulher portuguesa sempre foi conhecida por ser excelente mãe e esposa, exímia dona de casa, mas nunca se envolveu profundamente na política. Talvez ocupava simplesmente o lugar que lhe era indicado pelos maridos. Hoje, tudo se transformou e encontramos mulheres muito mais envolvidas nesses sectores e até com cargos de chefia, nos mais diversos postos de trabalho.
Na África do Sul, nas novas gerações é isso que está a acontecer. No entanto foram muitos os anos de isolamento a que a mulher foi votada por esses países de emigração.
A RTP Internacional veio dar um grande impulso, uma grande companhia a muitas mulheres que passavam os dias isoladas, enquanto os maridos saíam para os seus empregos. Ouvem falar a sua língua diariamente através da TV e ficam a par daquilo que se passa em Portugal. É um elo de ligação, é uma globalização que nos une aos nossos irmãos que ficaram na nossa terra natal! Ao mesmo tempo mostra o caminho a seguir em muitos sectores da vida do país - temos de nos integrar, temos de acordar e mostrar quão importante é ser Bom Cidadão! E dar a nossa opinião válida da qual podem depender muitas resoluções.
Com a nossa colaboração directa tudo pode mudar - para melhor ou pior - conforme nos consciencializamos desse papel!

Manuela Rosa
Pretória, África do Sul
manuela.pcb.rosa@gmail.com

Manuela Baptista Rosa
Liga da Mulher Portuguesa na África do Sul
Curriculum vitae resumido
Manuela Baptista Rosa nasceu a 3 de Janeiro de 1942, na Madeira onde estudou até concluir o Magistério Primário e onde leccionou no Ensino Básico até 1972.
Emigrou então para a África do Sul e, desde 1973 até 1997, foi professora e directora pedagógica da escola portuguesa da Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória.
Volta à Madeira onde exerce no 1o ciclo do Ensino Básico até 1999.
Regressa à África do Sul leccionando, então, português como língua estrangeira, nas escolas locais até 2006. Entretanto, termina em 2004 a licenciatura em Formação Científica e Pedagógica pela Universidade Aberta.
Na África do Sul, participou de várias formas no trabalho com a comunidade e no movimento associativo. Foi directora cultural, fundadora do Rancho Folclórico e presidente da Casa Social da Madeira; membro fundador e vice-presidente da secção feminina da Sociedade de Beneficência "Os Lusíadas"; membro fundador, honorário e presidente executivo nacional da Liga da Mulher Portuguesa na África do Sul; membro desde a fundação da Mulher Migrante.
Foi Conselheira das Comunidades Portuguesas e é Conselheira das Comunidades Madeirenses. Desde 1980, foi membro da Sub-Comissão organizadora das Comemorações do Dia de Portugal em Pretória, sendo desde 1996 membro da Comissão de Honra.
Recebeu a Medalha de Mérito da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e o Grau de Comenda da Ordem de Instrução Pública.